INSS suspende contratos com a Crefisa por coação de pensionistas e outras irregularidades
- 21/08/2025
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O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) suspendeu os contratos com a Crefisa de forma preventiva após constatar uma série de irregularidades nos serviços a aposentados e pensionistas. Os problemas incluem coação dos beneficiários, impedimento no recebimento dos pagamentos e venda casada.
A informação consta em despacho publicado no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira (21). Segundo as informações, a operadora financeira havia vencido o leilão da folha de pagamento do INSS no ano passado, em 25 dos 26 lotes que foram disponibilizados.
A Crefisa não se manifestou sobre o assunto até a última atualização deste texto. O espaço segue aberto a manifestações.
De acordo com nota do instituto, foram identificadas seis irregularidades na prestação de serviços. São elas:
- Dificuldade ou impedimento no recebimento do benefício: registros de atrasos, recusas de pagamento e limitações para saque
- Coação para a abertura de conta corrente e venda casada de produtos
- Falta de estrutura adequada nas agências bancárias: filas extensas, ausência de caixas eletrônicos e inadequação do espaço físico
- Portabilidades indevidas e não autorizadas
- Falta de um sistema de triagem e emissão de senhas
- Falta de informações claras e atendimento inadequado
A suspensão foi determinada pelo presidente do INSS, Gilberto Waller Júnior. No despacho, ele justifica a decisão “para cessar as irregularidades e salvaguardar o interesse público, até a conclusão definitiva dos processos de apuração”.
A medida é válida para a concessão de novos benefícios e não afeta os pensionistas que recebem o pagamento por meio da financeira. Segundo o INSS, a Crefisa é alvo de inúmeras reclamações encaminhadas por Procons, Ministério Público Federal, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e mensagens dos beneficiários nos canais da autarquia.
O INSS também suspendeu o contrato com o Agibank em 12 de agosto. De acordo com o governo federal, o operador financeiro cometeu “graves violações contratuais”.
Gaúcha ZH
