Como funcionava o esquema que resultou em prisões também em Três Passos, segundo o MP
- 06/09/2025
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O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) deflagrou na quinta-feira (4) uma operação para desarticular um esquema de jogo do bicho em Santa Catarina e no Rio Grande do Sul. Foram cumpridos 13 mandados de prisão preventiva e 34 de busca e apreensão.
Além disso, a força-tarefa também sequestrou móveis e imóveis e bloqueou contas dos investigados. Até as 7h30, foram apreendidos US$ 400 mil, cheques e carros importados de luxo.
Batizada de Operação Shutdown, a ação cumpriu ordens judiciais expedidas pela Vara Regional de Garantias da Comarca de Rio do Sul, no Vale do Itajaí. A Polícia Militar também atua na operação. No RS, foram em Guaíba e em Três Passos.
De acordo com o Gaeco, os investigados faziam uso de ‘laranjas’, empresas de fachada e movimentações bancárias incompatíveis com a renda declarada, com o objetivo de dissimular a origem dos valores obtidos ilegalmente e inseri-los no sistema financeiro formal.
“O grupo criminoso, conforme as apurações, atuava de forma reiterada e extremamente articulada, utilizando mecanismos complexos para ocultar a origem ilícita de recursos provenientes da exploração de jogos de azar, especialmente o “jogo do bicho”, afirmou o Gaeco.
🔎 Nome da operação: termo é usado na área de tecnologia e segurança da informação, significa encerramento total de sistemas ou operações. Segundo o Gaeco, foi escolhido pois representa o objetivo da investigação.
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Gaeco faz prisões e buscas contra jogo do bicho em SC e no RS — Foto: Gaeco/Divulgação
Como o esquema funcionava
Segundo o Gaeco, os suspeitos criaram empresas que atuavam em diferentes ramos, mas não tinham atividade comercial real. Porém, apresentavam movimentação financeira. Para o Ministério Público (MP), que abriga o Gaeco, os elementos apontam para a chamada terceira fase da lavagem, que ocorre “quando o dinheiro de origem ilícita acaba sendo incorporado à economia legal”.
Embora a exploração de jogos de azar seja considerada uma contravenção penal, ela tem servido como o ponto de partida para um esquema criminoso, informou o MP.
G1 SC
