Meteorologia confirma fenômeno La Niña em 2025; veja o que muda no clima do RS
- 11/10/2025
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A Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA) confirmou oficialmente a ocorrência do La Niña em 2025. O fenômeno climático se caracteriza pelo resfriamento das águas do Oceano Pacífico Equatorial e já começa a provocar reflexos no clima global.
De acordo com o boletim divulgado, a temperatura da superfície do Pacífico está abaixo da faixa considerada normal, o que altera o regime de chuvas e de temperaturas em diversas regiões do planeta.
Menos chuva no Rio Grande do Sul com o La Niña
No Rio Grande do Sul, historicamente, o La Niña está associado à redução do volume e da frequência de chuvas. Por isso, a Climatempo alerta que os próximos meses podem registrar precipitações mais espaçadas e períodos mais secos.
Segundo a instituição, o fenômeno se estabeleceu em setembro, com fraca intensidade e curta duração. Apesar de mais brando, o evento ainda pode causar impactos perceptíveis no clima regional.
Fenômeno deve atuar até o verão
O boletim da NOAA indica mais de 70% de chance de permanência do La Niña até fevereiro de 2026. Já entre janeiro e março, a probabilidade de transição para neutralidade climática cai para cerca de 55%.
A tendência é que o La Niña enfraqueça gradualmente a partir do primeiro trimestre do próximo ano, segundo a análise meteorológica.
Impactos esperados no Brasil
Mesmo sendo considerado de baixa intensidade, o La Niña 2025 pode alterar os padrões de chuva e temperatura no Brasil. A Climatempo destaca os efeitos mais prováveis em cada região:
- Norte e Nordeste: chuvas mais regulares e aumento da umidade.
- Sul: períodos mais secos e temperaturas um pouco mais baixas.
- Centro-Oeste e Sudeste: temperaturas mais amenas e menor frequência de temporais.
Essas mudanças podem impactar diretamente a agricultura, a geração de energia e a disponibilidade de água em várias regiões.
O que é o La Niña
O La Niña é um fenômeno natural que ocorre quando há resfriamento anormal das águas superficiais do Pacífico Equatorial. Ele é o oposto do El Niño, que provoca o aquecimento dessas mesmas águas.
Ambos fazem parte do ciclo conhecido como El Niño-Oscilação Sul (ENOS), um sistema de variação oceânica e atmosférica que influencia o clima em escala global.
A alteração na temperatura do oceano afeta a circulação dos ventos e o transporte de umidade, modificando o comportamento das chuvas e das massas de ar.
Histórico recente no Rio Grande do Sul
Entre 2020 e 2023, episódios consecutivos de La Niña trouxeram impactos significativos ao Rio Grande do Sul. O Estado enfrentou redução nas chuvas, estiagens prolongadas e temperaturas abaixo da média em diversas regiões.
Agora, embora a intensidade seja menor, meteorologistas reforçam a importância do monitoramento contínuo para avaliar possíveis efeitos na agricultura e no abastecimento de água.
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