Jovem presa injustamente por seis anos morre dois meses após ser absolvida no RS

  • 03/11/2025
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Jovem presa injustamente por seis anos morre dois meses após ser absolvida no RS

Damaris Vitória Kremer da Rosa, de 26 anos, morreu de câncer no colo do útero pouco tempo depois de finalmente ser inocentada pela Justiça. A jovem havia passado seis anos presa preventivamente, acusada de envolvimento no assassinato de Daniel Gomes Soveral, ocorrido em 2018, em Salto do Jacuí, no Noroeste gaúcho.

Durante o período em que esteve presa, Damaris passou por penitenciárias em Sobradinho, Lajeado, Santa Maria e Rio Pardo. Mesmo relatando dores e sangramentos, teve pedidos de liberdade negados diversas vezes, sob a justificativa de que não havia comprovação médica suficiente do seu estado de saúde.

Somente em março de 2025, quando o câncer foi confirmado, a Justiça autorizou que ela deixasse o presídio e cumprisse prisão domiciliar, sob monitoramento eletrônico. A jovem foi encaminhada para a casa da mãe, em Balneário Arroio do Silva (SC), onde iniciou tratamento oncológico.

Damaris foi absolvida pelo júri popular em agosto de 2025, após o Conselho de Sentença concluir que ela não teve participação no crime. No entanto, já debilitada, ela morreu 74 dias depois, no dia 26 de outubro.

O Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul informou que os pedidos de revogação da prisão foram negados inicialmente por falta de comprovação da doença. Já o Ministério Público afirmou que, assim que houve confirmação médica do diagnóstico, a prisão foi convertida em domiciliar. Damaris foi sepultada em Araranguá, em Santa Catarina.

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